O técnico Leonardo Jardim comentou a classificação do Flamengo na Libertadores diante do Cruzeiro e elogiou a atuação da equipe, sobretudo no primeiro tempo, exaltando a pressão que o time fez mesmo com a presença de Arrascaeta e Pedro na equipe titular. Segundo o treinador, o desempenho da dupla mostra que as críticas sobre falta de intensidade ficaram no passado.
— Foi um jogo com uma primeira parte muito forte, poderíamos ter saído com mais gols. Na segunda parte houve reação do adversário. E aí reagimos e tomamos o comando do jogo. Os jogos sempre foram disputados. A opção do Pedro para o jogo em casa, com mais posse, mais construção, era o plano para este jogo. O Bruno estava disponível, não foi a Mirassol, mas a estratégia foi ter mais volume do que na primeira partida no Mineirão. Quem estava no estádio viu uma primeira parte com pressão alta, no campo do adversário, com qualidade técnica. Mesmo com Arrasca e Pedro. Havia dúvidas se eram capazes de pressionar, e é possível — afirmou.
Jardim exaltou individualmente tanto Arrascaeta como Pedro. E repetiu que ambos não podem jogar todos os jogos e nem sempre os 90 minutos.
— Arrascaeta é um jogador fantástico, pena que não consegue fazer jogos de dois em dois dias, 90 minutos. Ah, mas dizem que não gosto dele. É fantástico. Ano passado era asim, jogava 90 minutos, 60 minutos, às vezes não jogava. É importante ele estar sempre presente. Consegue em pequenos espaços ter qualidade acima da média – enalteceu o técnico, fazendo o mesmo com Pedro.
— Em um jogo mais apoiado o Pedro é muito bom. No jogo em casa, adversário com qualidade, o BH tem pressão na frente, na transição. Pedro é goleador. Quando reúne as melhores condições é goleador. Ele é importante pra mim, para o Flamengo, mas não pode jogar todos os jogos os 90 minutos, como o Arrascaeta. Para jogar com a intensidade de hoje em dia não consequqe jogar três jogos seguidos. Preciso deles todos. Por isso tem a rotatividade.




