Os acessórios maximalistas vão dominar o próximo verão: veja como usar no dia a dia 

A moda vem se cansando da estética clean girl, e não é de hoje. O excesso de bege, coques perfeitos, e acabou levando à saturação do luxo silencioso que, com o tempo revelou uma leva de pessoas com as mesmas características. Não que o minimalismo não seja elegante, mas existem sim outras formas de se tornar uma pessoa elegante e o maximalismo pode ser uma delas.
As tendências para o próximo verão estão diferentes. Voltaram as cores fortes, o color block, as combinações inusitadas. E, principalmente, voltaram os acessórios grandes, coloridos, barulhentos, cheios de opinião. Nas passarelas de verão, o acessório deixou de ser o detalhe final do look para virar o assunto principal: colares enormes, braceletes esculturais, bolsas maxi, óculos que cobrem meio rosto, cintos que gritam mais alto que a roupa.
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E o melhor é que essa é a tendência mais democrática que existe. Você não precisa trocar o guarda-roupa. É só usar e misturar o que você já provavelmente tem na sua casa.
Colares e brincos statement (e o truque de usar por cima da roupa)
O maximalismo nas joias voltou com tudo: contas grandes, pedras coloridas, formas esculturais, correntes grossas, camadas e mais camadas. Nada de correntinha discreta escondida no decote.
Aqui vai o truque que eu mais gosto e que você vai ver muito: colar por cima da roupa. Sobre a camisa, sobre o tricô fininho, sobre o vestido, sobre a camiseta branca. O colar deixa de ser um detalhe íntimo e vira uma peça de roupa em si. Funciona porque ele fica visível, cria volume onde antes não tinha nada e transforma uma produção que você já usa há três anos.
Nos brincos, a lógica é a mesma. Argola grande é a porta de entrada mais fácil para quem está começando: é ousada, mas atemporal, e combina com absolutamente tudo. Se quiser subir um degrau, vá de brincos de resina colorida ou pedras vibrantes.
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Braceletes largos: chegou a hora de garimpar a sua gaveta
As pulseiras finas continuam existindo, mas quem manda agora são os braceletes robustos: metal grosso, resina, acrílico, versões coloridas e esculturais.
E olha que ótimo: aqui você não precisa comprar nada. Aquela gaveta de bijus antigas que você não abre desde 2019? Abre. A ideia é acumular. Três, quatro, cinco pulseiras juntas no mesmo braço criam o efeito volumoso que a tendência pede, e o charme está justamente na mistura. Peça de viagem com peça herdada com peça de feirinha. Ninguém precisa saber o preço de nada.
Bolsas maxi e os bag charms
A bolsa cresceu. Voltaram os modelos grandes, estruturados, que carregam a vida inteira e ainda ficam bonitos. Bom para quem, como eu, sai de casa com laptop, necessaire, garrafinha e três coisas que nunca são usadas.
Em versão verão brasileiro, aposte nas maxi de palha e crochê, que trazem o artesanal sem pesar no calor. E se quiser entrar na brincadeira sem gastar, os bag charms resolvem: aqueles penduricalhos presos na alça, chaveiros, lenços amarrados, miçangas, pingentes. É a maneira mais barata e mais divertida de deixar uma bolsa neutra com a sua cara.
Óculos oversized e cintos com personalidade
Os óculos vieram enormes, com lentes coloridas, armações gráficas e formatos inesperados. No Rio, então, é praticamente uma peça de sobrevivência que virou acessório de moda.
Já o cinto deixou de ser aquele item funcional que ninguém nota. Fivelas grandes, modelos largos, camadas, detalhes metálicos. Um cinto marcante sobre um vestido fluido ou por cima de uma camisa oversized muda completamente a silhueta, e custa uma fração do preço de um vestido novo.
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E os broches voltaram, sim!
O broche, que a gente associava à avó e a tailleur de casamento, reapareceu nas passarelas em versões modernas. E o melhor uso não é o formal: é o inesperado. Na lapela do blazer, sim, mas também na gola da camiseta, prendendo um lenço, na alça da bolsa, no bolso do jeans.
Se você tem alguma peça de família guardada, chegou o momento dela.
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Agora algumas dicas para usar de forma elegante
Toda tendência de exagero precisa de um contrapeso. Os meus:
Escolha um protagonista.
Colar gigante ou brinco gigante. Bolsa maxi ou cinto statement. Se tudo grita, ninguém escuta.
Decida quem fala mais alto.
Se o look já é color block, deixe o acessório mais contido em cor e aposte no volume. Se a roupa é simples, solte tudo nos acessórios. Excesso em cima de excesso não é maximalismo, é confusão.
Repita um elemento.
Se o brinco é dourado, deixe a fivela do cinto conversar com ele. Se o colar tem verde, puxe o verde em algum outro ponto. Repetição organiza o excesso.
A verdade é que o maximalismo nos acessórios não pede mais dinheiro, pede mais coragem. É a tendência de quem entendeu que estilo não está na etiqueta da roupa, está na decisão de colocar aquele colar absurdo com a camiseta branca e sair de casa achando que está ótima. Porque está.



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