Senador foi impedido de registrar candidatura à Presidência porque seu nome constava no TSE como filiado ao partido de Renan Santos
O candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL) foi impedido de registrar a candidatura oficial no Tribunal Superior Eleitoral nesta quinta-feira (13) porque seu nome apareceu no sistema da Justiça Eleitoral como filiado ao partido Missão. O setor jurídico do Partido Liberal investiga o que aconteceu.
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Apesar de inusitada, a “filiação fake” não é inédita no Brasil. Os dois mais recentes presidentes da República, Luiz Inácio Lula da Silva e Jair Bolsonaro, já passaram por situações semelhantes. O diferencial no caso de Flávio é que a filiação falsa foi registrada no dia anterior ao prazo em que ele iria oficializar a candidatura presidencial.
Em 2023, o nome de Lula apareceu no registro da Justiça Eleitoral como filiado ao PL. A Polícia Federal investigou e descobriu que um adolescente de 13 anos, morador de Mato Grosso do Sul, foi o responsável pela inserção dos dados no Sistema de Filiação Partidária (FILIA) do TSE. A corporação concluiu que não houve ataque hacker.
Já em 2020, após o vazamento de dados pessoais de Jair Bolsonaro, internatas divulgaram uma ficha virtual de filiação dele ao PT. A tentativa foi feita de forma on-line, mas nunca chegou a ser concluída porque dependia da aprovação do partido, o que não ocorreu.
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O TSE descartou ataque hacker no caso de Flávio Bolsonaro e informou que a filiação ao Missão foi feita por alguém que possuía as credenciais do partido.
Segundo a Corte, “não houve hackeamento do sistema e, sim, o cadastro da filiação por parte de um representante do Missão”. A campanha de Flávio deve pedir a correção imediata da filiação e pode acionar a Polícia Federal para apurar responsabilidades.
O episódio reforça a fragilidade do sistema de filiações partidárias e transforma um problema técnico-administrativo em mais um capítulo de tensão política na reta final do registro de candidaturas. Enquanto o PL tenta regularizar a situação de Flávio, a oposição e a própria Justiça Eleitoral acompanham os desdobramentos do caso.
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