Se o Fluminense ainda não venceu após a Copa do Mundo — seis empates e uma derrota até aqui —, muito se deve a um fator que já foi uma das principais armas da equipe do pressionado Luis Zubeldía: as finalizações no gol. No empate em 0 a 0 com o Independiente Rivadavia-ARG, na última terça-feira, no Maracanã, pelo jogo de ida das oitavas de final da Libertadores, o time acertou o alvo apenas três vezes. Mas o que era para ser uma exceção virou tendência no retorno do Mundial.
Isso porque o Fluminense tem uma média de 4,43 finalizações no gol nessa sequência negativa de sete partidas. O melhor desempenho (11) foi em mais um empate em 0 a 0 com o Bahia, pelo Brasileirão, já o pior (2) foi no clássico contra o Vasco, com a mesma igualdade, pelo jogo de ida das oitavas de final da Copa do Brasil.
Apesar do desempenho abaixo do esperado no pós-Copa, o tricolor segue como líder em finalizações ao gol no Brasileirão, com média de 5,7. Ele também é o primeiro em posse de bola tanto no campeonato nacional (59%) quanto na Libertadores (65,9%). Mas o que se vê é muita circulação e pouca contundência. Prova disso é que a equipe não teve nenhuma grande chance diante do Independiente Rivadavia.
— Difícil de explicar. Nessas sete partidas sem ganhar, tivemos jogos com muitas ocasiões e outros em que falhamos em combinações que normalmente saíam. Quando dá certo, isso dá mais confiança. Estamos em um momento difícil, mas isso é futebol. Com trabalho e consistência, vamos mudar — afirmou Zubeldía.
Apesar de o treinador tentar manter o otimismo, muitos tricolores já não acreditam mais nessa mudança com a permanência dele no cargo.




