O Botafogo ficou conhecido nos últimos anos pela sua força jogando no gramado sintético do Nilton Santos, mas o time não vive seu melhor momento no “tapetinho”. Com o empate por 1 a 1 com o Fluminense, no último sábado, pelo Brasileirão, o alvinegro chegou ao segundo tropeço seguido em casa — já havia ficado no 0 a 0 com o Vitória. O técnico Franclim Carvalho, inclusive, chegou a dizer que o gramado já “não tem a mesma qualidade de antes”.
— Obviamente temos mais empates (em casa) do que desejávamos. Às vezes empatamos no fim ou sofremos no fim. Nosso gramado não tem a mesma qualidade que tinha antes. Isso é para nós e o adversário — disse o treinador na entrevista coletiva após o clássico —. Mas se formos analisar os jogos, vemos deficiências e virtudes em casa e fora. Por isso não gosto de dividir assim. Poderia dizer que o adversário também vem com uma postura diferente. Às vezes acontece, em outras, é responsabilidade nossa.
Pelo Campeonato Brasileiro, Franclim Carvalho soma quatro empates, duas vitórias e uma derrota em sete jogos com o Botafogo no Nilton Santos — 47% de aproveitamento. Já no total, considerando também Copa do Brasil e Sul-Americana, o desempenho é melhor, com cinco vitórias, cinco empates e uma derrota em 11 partidas — aproveitamento de 60%.
A qualidade do gramado, contudo, não preocupa somente os resultados da equipe. No jogo contra o Fluminense, Jordan Barrera virou o pé esquerdo ao pisar no campo e se lesionou sozinho. O meia colombiano deixou o jogo de maca, chorando, e foi encaminhado ao hospital para a realização de exames iniciais no tornozelo esquerdo. O Botafogo ainda não divulgou novas informações sobre a condição física do jogador.
Não é possível afirmar que a qualidade do gramado provocou a contusão do atleta, mas o caso coincide com a reclamação feita pelo próprio treinador do alvinegro.



