Quem acompanhava Preta Gil pela televisão ou pelas redes sociais conheceu uma mulher expansiva, irreverente e sem medo de expor a própria vida. Mas, segundo Nara Gil, a personalidade que conquistou o público era exatamente a mesma que existia dentro de casa. Ao relembrar a irmã em entrevista ao EXTRA para divulgar a série documental “Meu nome é Preta”, do Globoplay, Nara diz que a cantora fazia questão de transformar qualquer encontro em motivo para sorrir.
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— Quando ela era pequena, era uma espoletinha, adorava fazer teatrinho, dançar. Ela cresceu assim, sempre gostando de alegrar os outros. Era muito generosa, estava sempre rindo, contando histórias engraçadas, e a gente se divertia muito — lembra.
Doze anos mais velha que Preta, Nara admite que sempre assumiu naturalmente o papel de irmã conselheira. Mas faz questão de dizer que nunca quis impor suas opiniões.
— Eu chego junto, mas ao mesmo tempo fico de olho para não deixar desviar. É coisa de irmã mais velha. Eu contribuo, explico como foi para mim e depois cada um faz o que quiser. Tenho liberdade para aconselhar, mas sem achar que meu conselho é o melhor.
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Suzanna Tierie
Essa diferença de personalidade também aparecia na forma como cada uma lidava com a exposição pública. Enquanto Preta escolheu dividir com o Brasil praticamente todos os momentos da vida, Nara sempre preferiu a discrição. Ainda assim, ela diz que nunca questionou a decisão da irmã.
— A gente cresceu convivendo com a imprensa por causa do meu pai. Cada um aprendeu a lidar do seu jeito. Os mais reservados, como eu, e os que gostavam mais de aparecer, como a Preta. Acho que todos soubemos dosar o que queríamos mostrar.
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A série do Globoplay, “Meu nome é Preta”, resgata desde cenas da infância até histórias recentes, em quatro episódios, que serão soltos semanalmente até o aniversário da cantora, em agosto. Nele, Nara Gil também marca presença, relembrando a irmã ao lado de outros parentes. Ela conta que cada um da família lidou com o luto de uma forma, mas todos respeitaram a vontade de Preta de abrir sua intimidade para seus muitos fãs.
— Cada um vive o luto do seu jeito. Flora (a madrasta) gosta de ir à missa. Eu gosto mais de ficar quietinha, sabe? Mas para celebrar a vida dela é legal que a gente fale. Foi muito bom sentar com minhas irmãs e ouvir o que cada uma sente. Dá um sentimento de união muito bonito — resume Nara, destacando a força da família: — Ao longo da vida, eu cultivei uma paz interior, espelhada no meu pai. Conviver com ele deu essa dimensão para a gente. Sou irmã e sei a dor de perdê-la, mas ele é pai, e Drão (Sandra Gadelha) é mãe. Perder um filho é uma coisa que… Deus me livre. Então vê-los continuando nos dá força.
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Nara Gil relembra lado mais íntimo de Preta Gil e como era a convivência longe dos holofotes: 'Sempre gostou de alegrar os outros'



