Fim de mistério: corretora é presa pela assassinato de mulher com cem facadas em 2012

Uma corretora de imóveis foi presa pelo assassinato, ocorrido em 20 de janeiro de 2012, de uma mulher que foi esfaqueada 100 vezes no apartamento em que morava em Arlington (Texas, EUA).
Mayra Velasquez, de 42 anos, foi acusada de autora do homicídio de Irasema Chavez, que tinha 32 anos. Ela foi detida na última sexta-feira (17/7), de acordo com o “NY Post”.
Durante a investigação inicial do homicídio, a polícia de Arlington não encontrou sinais evidentes de invasão forçada da residência, o que sugeria que Irasema poderia conhecer o assassino (ou assassina) ou tê-lo deixado entrar voluntariamente.
À época, a única evidência importante que apontava para um suspeito era uma filmagem de segurança da noite anterior ao crime, mostrando uma pessoa desconhecida entrando no apartamento.
Imagens obtidas pela emissora KDFW-TV pareciam mostrar uma pessoa vestindo roupas largas e um moletom com capuz subindo as escadas até o apartamento de Irasema, batendo à porta e trocando palavras com alguém antes de receber permissão para entrar.
Apesar de várias pistas — incluindo as imagens de segurança e sangue encontrado no local que não pertencia a Chavez —, as evidências de DNA não corresponderam a ninguém nos bancos de dados da época. Investigadores chegaram a enviar uma amostra de sangue para a Parabon NanoLabs em 2016, a fim de que cientistas pudessem utilizar marcadores de DNA ligados à ancestralidade, cor dos olhos, cor do cabelo e tom de pele para gerar uma projeção da aparência do suspeito, informou a CBS News. Ainda assim, o autor do crime permaneceu não identificado.
O caso acabou sem solução e “esfriou”.
Mayra Velasquez (à esquerda) é acusada de matar Irasema Chavez com 100 facadas
Reprodução
Em 2024, entretanto, o caso foi reaberto. O Departamento de Polícia de Arlington firmou uma parceria com o escritório do FBI em Dallas, utilizando a técnica de Genealogia Genética Investigativa (IGG) da agência — um programa de investigação avançado que combina a análise de DNA da cena do crime com bancos de dados genealógicos públicos e pesquisas em árvores genealógicas — para reexaminar o homicídio.
Após dois anos, o programa IGG gerou uma pista significativa que os detetives utilizaram para obter prova adicional, que não foi especificada por autoridades do Texas, mas que se tornou “elemento suficiente” para obter um mandado de prisão.
Também não está claro se Mayra e Irasema se conheciam.
Após o crime, Mayra registrou sua “vida normal”, com viagens a Peru, México, Paris, Londres, Disney World e Nova York.



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