O EXTRA teve acesso a documentos que integram o processo 1:02-cr-00112 e foram apresentados ao Grande Júri do Distrito de Columbia, em Washington, nos Estados Unidos. Neles, constam os indiciamentos de Fernandinho Beira-Mar e Leonardo Dias de Mendonça por conspiração para importar cocaína e para fabricar e distribuir nos Estados Unidos a droga proveniente da Colômbia.
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A DEA, agência americana de combate às drogas, descobriu a ligação deles com a Frente 16 das Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (FARC), que operava na região de Barranco Minas.
Segundo a acusação, “Luiz Fernando da Costa, Leonardo Dias de Mendonça e Emival Borges das Dores são traficantes internacionais de drogas que compraram cocaína de Tomás Molina Caracas e de outros membros das FARC em troca de dinheiro, armas e equipamentos e transportaram a cocaína para além dos limites territoriais da Colômbia, com destino a outros países”. Tomás Molina, conhecido como Negro Acácio, era o chefe da Frente 16 das FARC. Ele foi morto em 2007, numa ação do Exército da Colômbia.
Ligações de Beira-Mar e seu sócio, Leonardo Dias Mendonça, com as FARC
Arte de Renata Amoedo
Processo contra Beira-Mar e aliados nos EUA
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Processo contra Beira-Mar e aliados nos EUA
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Ao todo, a Justiça americana indiciou oito pessoas. Segundo a denúncia, em uma das operações, o grupo traficou cinco quilos de cocaína para os Estados Unidos e outros países. O processo contra Fernandinho Beira-Mar e Leonardo foi arquivado pela Justiça americana em 2013, que considerou que eles já cumpriam pena no Brasil.
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