Distanciamento no relacionamento e falta de sexo: razão biológica perturbadora pode estar por trás; entenda

O que leva um casal a perder o desejo um no outro, se afastar e muitas vezes até se divorciar? Falta de conversa, infidelidade, diferenças irreconciliáveis. Um especialista, porém, cita outro motivo que muitas vezes passa despercebido e no qual as pessoas quase nunca prestam atenção. 
Dave Asprey, 52, criador do movimento biohacking e fundador do Bulletproof Coffee, diz que fatores ambientais podem sim ser um catalisador oculto para a perda do apetite sexual.  Segundo ele, durante a infância, sofreu de intoxicação por mofo de origem desconhecida, que persistiu até a vida adulta. 
O porão da casa onde passou a infância no Novo México ficou cheio de “mofo tóxico” após uma inundação. Como resultado, ele afirma ter sofrido de asma infantil, artrite diagnosticada aos 14 anos, faringite estreptocócica crônica e erupções cutâneas. 
Depois, na vida adulta, quando começava sua carreira na região da Baía de São Francisco, ele comentou, no podcast da SuperStratum Labs, que morava em uma casa com os mesmos problemas de mofo e que sua parceira na época ganhou 13,6 kg e ficou doente. Lembrou ainda que ambos tiveram uma terrível névoa mental e que até o cachorro dele teve pneumonia. 
Asprey relatou ao público uma história sobre os terríveis pesadelos que sua parceira na época tinha quando moravam em São Francisco. Um deles, inclusive, resultou em ela o abandonando no meio da noite. 
Segundo os Centros de Controle e Prevenção de Doenças (CDC), pesquisas mostram que pessoas que passam muito tempo em ambientes úmidos podem desenvolver problemas de saúde graves, como doenças respiratórias, como a asma.  E o mofo pode estar relacionado a problemas de saúde mental e cognitivos, de acordo com o Instituto Nacional de Ciências da Saúde Ambiental.   
Mas, segundo especialistas, o que causa o distanciamento físico e a falta de desejo sexual é o estresse cômico que as pessoas costumam ter por conta do mofo.  
“É verdade que o estresse crônico pode levar a desafios nos relacionamentos ou, em última instância, ao divórcio. “Pode corroer lentamente a sensação de segurança que os casais precisam para se sentirem próximos um do outro”, afirmou a terapeuta de casais Laura Richer em entrevista ao Daily Mail.  
Richer diz que casais que enfrentam estresse ou rompimento no relacionamento são causados muitas vezes por fatores externos que fazem com que o casal se torne menos receptivo e mais reativo um ao outro. 
“Eles não estão mais trabalhando em equipe e não conseguem acessar o melhor de si mesmos como faziam no início do relacionamento”, explica. 
O estresse crônico pode ser definido como uma sensação constante de pressão e sobrecarga durante um longo período. Quando sozinho, pode ser prejudicial à nossa saúde e está ligado a outras condições como hipertensão e obesidade, mas, quando combinado com doenças crônicas ou estresse causado por fatores ambientais, pode ser ainda pior.  
“Quando uma família descobre que sua casa tem mofo, o estresse que se segue é implacável.  Casais que lidam com esse nível de estresse muitas vezes se sentem desconectados, impacientes um com o outro e com dificuldade para reencontrar o caminho de volta para se sentirem como uma equipe”, disse Richer. 
Quando nosso corpo sofre uma ameaça constante (toxina ambiental, doença crônica, qualquer condição que coloque nosso sistema nervoso em ativação prolongada), ele reorganiza nosso corpo e cérebro de uma forma que faz sentido do ponto de vista da sobrevivência. Mas isso prejudica a intimidade.  
“O sistema de detecção de ameaças é muito rápido e direto, e não se interessa muito pelo que o parceiro está sentindo. Assim, a pessoa se torna mais reativa e menos curiosa e presente com o parceiro para lidar com todas essas situações que às vezes podem dar errado”. Afirmou o psicoterapeuta Arkadiy Volkov ao Daily Mail.  
As mudanças podem se manifestar de diferentes maneiras, como uma briga, um distanciamento e até mesmo a falta de sexo. Algumas pessoas se calam e se afastam. Outras ficam impacientes e irritáveis, e o conflito que surge no relacionamento muitas vezes tem muito pouco a ver com o que está sendo discutido.



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