Novo personagem em 'A nobreza do amor' mexe com o coração de Jendal: 'Me surpreendeu', diz Lázaro Ramos

Nem mesmo o mais cruel dos tiranos consegue resistir a uma paixão de verdade. Em “A nobreza do amor’’, Jendal (Lázaro Ramos) vai conhecer esse sentimento pra valer com a chegada de Binta Faye (Lesliana Pereira), representante da nobreza senegalesa e escolhida pelo vilão como futura rainha. Intérprete do Rei de Batanga, Lázaro conta que se espantou quando recebeu os capítulos mostrando o afeto real de seu personagem pelo novo par romântico, muito diferente da obsessão que ele alimentava por Alika (Duda Santos).
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— Gostei muito dessa novidade, mas me surpreendeu. Eu tinha uma sinopse que mudou um pouquinho. Estou tratando a novela como uma peça de teatro. Há algumas semanas, deixei de ensaiar com um preparador, que é diretor teatral. Agora voltei por conta dessas mudanças — detalha o ator de 47 anos.
A personagem Binta seria interpretada por Taís Araujo, a mulher de Lázaro na vida real, mas por conta de outros compromissos de trabalho, ela não pôde aceitar naquele momento. Agora, Taís fará uma participação na novela como outra personagem, conforme noticiou a coluna Play, de O Globo. O papel de Binta ficou a cargo da angolana Lesliana Pereira.
Binta Faye (Lesliana Pereira) em ‘A Nobreza do Amor’
Fábio Rocha/ Rede Globo/ Divulgação
— Taís faria. Mas a peça dela tem uma temporada extensa, e ela optou por fazer o espetáculo de quinta a domingo. Então, só conseguiria estar disponível para a novela de segunda a quarta-feira. Ficou inviável, infelizmente. Eu estou na maior expectativa de contracenar com ela de novo — assume Lázaro, que com a novidade da participação, deve dividir cenas com a mulher só na reta final do folhetim.
Com a entrada de Taís em “A nobreza do amor”, eles voltarão a atuar juntos após outros trabalhos como a novela “Geração Brasil” (2014), o seriado “Mister Brau” (2015-2018) e a peça “O topo da montanha” (2015). Isso é motivo de alegria também para os filhos do casal, João Vicente, de 15 anos, e Maria Antônia, de 11, que vêm curtindo ver o pai como o vilãozão.
— Eles gostam muito, fazem piada sobre as maldades de Jendal e me elogiam. Mas como é uma fábula, o interesse maior deles é na Alika. É lindo eles terem se apropriado dessa trama que conta a história do povo negro. É um presente para minha filha fazer parte de uma geração que tem essa princesa como referência e a inspira — pontua o ator, que tem forte relação com a África, mais precisamente com Cabo Verde.
Durante esta Copa do Mundo, Lázaro apareceu vestindo a camisa da seleção daquele país e torceu para que a equipe continuasse na disputa. O ator já passou oito dias de “autoexílio” no arquipélago para finalizar a escrita do segundo volume de “Na minha pele”, livro que vendeu mais de 300 mil exemplares desde 2017. Em entrevistas, ele ainda disse que faz planos de morar por lá quando se aposentar.
Lázaro Ramos em Cabo Verde
Reprodução/ Instagram
‘Fazer maldade é bom demais’, diz Lázaro Ramos, o Jendal de ‘A nobreza do amor’
Uma das cenas mais aguardadas de “A nobreza do amor”, a chegada de Jendal ao Brasil em busca de Alika, também é esperada com grande expectativa por Lázaro.
— O público pode esperar muita maldade, muita ação e muito sentimento. Quando o personagem começou, ele queria matar Alika porque ela o abandonou. É um amor doentio. Não é um amor que a gente aplaude e quer que aconteça. O que será que vai rolar quando Jendal der de cara com Alika? — provoca o ator sobre as cenas em que o vilão chega a Barro Preto previstas para irem ao ar em agosto.
Embora o personagem seja muito malvado, Lázaro comemora o fato de o público ter aceitado vê-lo no papel de antagonista, o primeiro que ele faz em novelas.
— As coisas que Jendal faz são imperdoáveis. O jeito que ele trata a filha, ele joga as pessoas no poço das serpentes… É legal cumprir essa função de vilão, claro que fazendo com alguns artifícios para as pessoas terem algum prazer em assistir, para não ficar insuportável vê-lo em cena — celebra ele, que torce para um desfecho digno para o sujeito desprezível: — Ele tem que ser punido. As pessoas já estão querendo me castigar, e esse era o objetivo do personagem. Eu continuo me divertindo muito, porque fazer maldade na ficção é bom demais (risos).
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