O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, voltou a comentar publicamente a polêmica envolvendo o atacante Folarin Balogun nesta segunda-feira. Durante um discurso no Salão Oval da Casa Branca, ao lado do senador republicano Ted Cruz, o presidente comemorou novamente a decisão da Fifa de suspender a punição aplicada ao jogador, expulso na vitória americana por 2 a 0 sobre a Bósnia e Herzegovina, pela segunda fase da Copa do Mundo.
O episódio ganhou repercussão mundial depois que veio à tona que Trump telefonou ao presidente da Fifa, Gianni Infantino, para discutir o caso. Horas depois, a entidade utilizou o artigo 27 do Código Disciplinar para suspender a punição automática de um jogo, liberando Balogun para enfrentar a Bélgica nas oitavas de final.
Durante o evento na Casa Branca, foi Ted Cruz quem retomou o assunto.
— Em nome de todos os americanos, obrigado por ter se livrado daquele ridículo cartão vermelho. Foi espetacular. Havia um motivo para o Troféu da Paz da Fifa ter ficado aqui por tanto tempo — afirmou o senador, em referência ao prêmio entregue por Infantino a Trump meses antes.
Na sequência, Trump respondeu em tom descontraído e aproveitou para ironizar a cobertura da imprensa.
— A situação é a seguinte: temos a imprensa aqui. Eles não querem saber nada sobre futebol. Felizmente, não vão fazer perguntas sobre isso. Ninguém liga para isso, certo? O foco aqui são as contas de Trump, que são absolutamente incríveis para as crianças — afirmou.
Trump critica Raphael Claus
O presidente americano também voltou a defender que a expulsão de Balogun foi um erro da arbitragem e fez críticas ao árbitro brasileiro Raphael Claus, responsável pela partida entre Estados Unidos e Bósnia e Herzegovina.
— Eu vi o lance. Sou uma pessoa que adora esportes, fui um bom atleta e entendo muito de esporte. Aquilo não foi falta. Nem sequer foi uma infração. Eram dois jogadores correndo em alta velocidade que simplesmente se chocaram. E aquele árbitro… é um pouco suspeito. Não gosto de criar polêmica, mas foi muito suspeito. Ele tomou uma decisão em que ninguém conseguiu acreditar. Até as pessoas do outro lado diziam: “Tivemos sorte”. Foi algo muito interessante — declarou.
Trump também criticou a suspensão automática prevista no regulamento da Fifa, afirmando que a punição era excessiva por impedir Balogun de atuar na partida seguinte.
— Ele é o nosso melhor jogador, ou um dos nossos melhores. É um atleta muito importante. Quando deram o cartão vermelho, eu nem sabia exatamente o que aquilo significava. Depois me explicaram que ele ficaria fora do próximo jogo. Pensei: “Isso é muito grave”. Se acontecesse com qualquer jogador já seria injusto, mas quando tiram o seu principal jogador de uma partida decisiva, isso é ainda pior. Uma coisa é puni-lo durante aquele jogo. Outra é castigá-lo por uma partida que ainda nem aconteceu. Isso é muito injusto. Não se pode fazer isso — afirmou.



