conheça Padre Pio, santo de devoção de Ancelotti


Católico praticante, Carlo Ancelotti estudou em colégios salesianos e cultiva, há décadas, uma devoção especial por Padre Pio de Pietrelcina. Antes de cada partida, o treinador costuma beijar uma pequena imagem do santo, que carrega no bolso.

A devoção começou no fim da década de 1990, quando Ancelotti era treinador da Juventus. Segundo relatos, um amigo o levou a Pietrelcina, cidade natal de Padre Pio, e a San Giovanni Rotondo, onde o frade viveu seus últimos anos.

Ancelotti durante visita ao Cristo Redentor — Foto: Rafael Ribeiro/CBF

Lá, ele foi “tocado” pela história do frade, que entrou para o noviciado da Ordem dos Frades Menores Capuchinhos aos 16 anos de idade. Nascido em 1887, Padre Pio foi ordenado em 1910, aos 23 anos, se definindo, pelo resto da vida, como “um pobre padre que reza”.

Francesco Forgione, nome de nascença de Padre Pio, se tornou um dos confessores mais famosos da europa no século 20, inclusive confessando o jovem Padre Karol Wojtyła, que, anos depois, se tornaria o Papa João Paulo II, responsável pela sua canonização.

A fama de Padre Pio foi fortemente influenciada pelo aparecimento dos seus cinco estigmas em 1918, ficando visíveis até pouco tempo antes de sua morte. Localizados nos mesmos locais da crucificação de Cristo, as feridas sangravam e, segundo devotos, “cheiravam a rosas”.

Além da aparição repentina das chagas, Padre Pio também teve diversos milagres reconhecidos pela Santa Sé que o levariam a ser canonizado em 2002. Um dos mais conhecidos é o de Consiglia De Martino, que tinha um nódulo considerado incurável pelos médicos, necessitando de intervenção cirúrgica.

Consiglia orou pela intervenção de Pio e, dias depois, os médicos teriam constatado o desaparecimento do nódulo com cerca de dois litros de fluido linfático.

Além da mulher, um menino de 8 anos, Matteo Pio Colella, enquanto num coma por causa de meningite, teria sonhado com um “homem de barba branca e hábito marrom” — seus pais, devotos de Pio, pediram pela sua intercessão.

Relíquias do Padre Pio de Pietrelcina — Foto: Daniel Ibáñez (ACI Prensa)
Relíquias do Padre Pio de Pietrelcina — Foto: Daniel Ibáñez (ACI Prensa)

Além dos milagres, o frade capuchinho também teria recebido “dons extraordinários”, como os estigmas: a bilocação (a capacidade de estar em dois lugares ao mesmo tempo) e a levitação.

Segundo o General Luigi Cadorna, ele estava prestes a tirar a própria vida quando viu Pio falando com ele: “General, você não vai fazer essa estupidez”, teria dito o frade. A bilocação, de acordo com a Biblioteca Católica, é concedida por Deus “em casos de necessidade”.

Pio faleceu em 23 de setembro de 1968, aos 81 anos. Ele celebrou uma missa na noite anterior, que marcou os 50 anos do aparecimento de seus estigmas, que desapareceram dias antes, de acordo com a médico que o viu após a morte.

O funeral de Padre Pio aconteceu no dia 26 de setembro. Estima-se que mais de 100 mil devotos estavam presentes no evento na cidade de San Giovanni Rotondo.



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