Loco Abreu é cotado para assumir a seleção uruguaia após a eliminação da equipe na fase de grupos da Copa


A eliminação do Uruguai ainda na fase de grupos da Copa do Mundo acelerou a busca da Associação Uruguaia de Futebol (AUF) por um novo treinador. Segundo publicou o jornal espanhol Diario As, o principal cotado para assumir o cargo é o ex-atacante Sebastián “Loco” Abreu, atualmente técnico do Xolos de Tijuana, do México, e ídolo do Botafogo.

A troca ocorreria após a saída do argentino Marcelo Bielsa, que pediu demissão depois de a seleção uruguaia conquistar apenas dois dos nove pontos possíveis e não conseguir a classificação para a fase seguinte do Mundial disputado nos Estados Unidos, México e Canadá.

De acordo com a publicação, a passagem de Bielsa ficou marcada por um dos períodos mais difíceis da seleção uruguaia neste século, com resultados abaixo das expectativas e problemas de relacionamento com alguns jogadores. Diante desse cenário, a AUF busca um treinador mais identificado com o futebol do país e, de preferência, uruguaio. O argentino chegou a mostrar episódios de raiva com a imprensa, depois da eliminação.

Caso seja confirmado, Abreu substituirá outro treinador conhecido pelo apelido de “Loco”. O nome de Abreu já havia sido cogitado para comandar a seleção uruguaia sub-20 em 2024. Na ocasião, segundo a publicação, o presidente da AUF, Ignacio Alonso, chegou a lhe oferecer o cargo, mas o treinador recusou por considerar que ainda não estava preparado para assumir a função.

Agora, dois anos depois, o cenário mudou. Abreu estaria disposto a aceitar o desafio de dirigir a seleção principal. Embora tenha mais um ano de contrato com o Xolos de Tijuana, a vontade do jogador em treinar sua seleção já existia, já que o vínculo com o atual clube prevê uma cláusula que permite a rescisão caso receba um convite da seleção uruguaia ou do Nacional, também do Uruguai.

No fim de 2025, o treinador já havia deixado claro que aceitaria conversar sobre a possibilidade de assumir a equipe nacional.

— É como diz a música (“A Don José”): “Se a pátria me chama, eis-me aqui”. A seleção é a seleção, e nunca lhe daremos as costas. Sem dúvida, as portas estarão sempre abertas para conversar com a seleção e com o Nacional. Isso está estipulado nos contratos; não discuto isso publicamente porque há coisas que não precisam ser conhecidas — afirmou ao programa La Mañana del Futbol.



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