Em jogo emocionante, Bélgica reage, vira no fim da prorrogação e elimina Senegal na segunda fase da Copa do Mundo


Apesar de não ter convencido diante de adversários acessíveis (Egito, Irã e Nova Zelândia), a Bélgica precisou somar apenas cinco pontos para garantir a primeira colocação. Já Senegal foi o último melhor terceiro colocado, mas caiu atirando diante de França e Noruega no considerado “grupo da morte”. Entre altos e baixos, os senegaleses encaminharam a classificação ao abrir 2 a 0, mas os belgas encontraram forças para reagir e contaram com um gol de pênalti no fim da prorrogação para avançar às oitavas de final da Copa do Mundo — contra americanos ou bósnios — nesta quarta-feira, em Seattle, nos Estados Unidos.

Antes de a bola rolar, já se sabia que o duelo poderia marcar a provável despedida de estrelas das seleções em Copas. De um lado, a geração de ouro da Bélgica, que viveu o auge ao eliminar o Brasil e terminar em terceiro lugar no Mundial de 2018, com Kevin De Bruyne (35 anos), Courtois (34) e Romelu Lukaku (33). Do outro, Mané (34) levou Senegal ao título inédito da Copa Africana de Nações no ano passado — Marrocos foi declarado campeão pela Confederação Africana de Futebol (CAF).

O técnico Rudi Garcia celebrou quando a Bélgica avançou na liderança do seu grupo, mas por um motivo inusitado: a segunda fase seria em Seattle, onde a seleção treina e não costuma registrar temperaturas tão elevadas. Apesar de ter aproximadamente 20ºC no jogo desta quarta, os belgas começaram a partida em um ritmo lento e viram os senegaleses chegarem com mais perigo no primeiro tempo.

Ex-Liverpool, da Inglaterra, e hoje no Al-Nassr, da Arábia Saudita, Mané foi a principal válvula de escape na ponta esquerda. Em uma dessas investidas, ele cruzou na medida para Sarr meter um cabeceio na trave, mas, na sobra, Diarra estava no lugar certo e abriu o placar. Antes disso, Sarr já havia acertado a trave após Courtois espalmar errado para a frente. Na sequência, a bola voltou para o camisa 18, que chutou desequilibrado para fora e lamentou a chance perdida, extenuado no chão.

Em busca de uma reação no confronto, Garcia aproveitou o intervalo para colocar Lukaku no lugar do apagado De Ketelaere. Mas Senegal seguiu melhor na partida e aumentou a vantagem com apenas seis minutos. Em bela jogada, o zagueiro Niakhaté deu lançamento da defesa para Sarr dominar no peito com categoria entre dois marcadores e superar Courtois.

Com a Bélgica entre as cordas, Garcia arriscou tudo ou nada e decidiu sacar dois dos principais jogadores logo no início da segunda etapa: De Bruyne e Doku. A equipe até aumentou a presença no campo de ataque diante da postura defensiva do Senegal, mas a eliminação já parecia ser apenas questão de tempo. Prova do clima desfavorável foi a discussão entre Tielemans e Trossard durante a pausa para hidratação. Os companheiros precisaram separá-los.

Na reta final, Lukaku mostrou por que ainda é um dos principais jogadores da Bélgica. O centroavante do Napoli-ITA “achou” um gol que mudou completamente os rumos da partida. Três minutos depois, Tielemans aproveitou a saída errada do goleiro Diaw para deixar tudo igual. Desde então, a seleção belga passou a pressionar o Senegal e ficou perto da virada no tempo normal.

Na prorrogação, o cenário seguiu o mesmo do fim do tempo normal. A Bélgica ocupava mais o campo de ataque, enquanto o Senegal ainda sentia mentalmente o impacto da reação sofrida. Quando o jogo se encaminhava para os pênaltis, Tielemans sofreu um pênalti — a arbitragem assinalou após revisão no VAR — e marcou, garantindo a classificação às oitavas.



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