Governo quer alterar regras previdenciárias para policiais técnico-científicos e penais


Começou a tramitar na Assembleia Legislativa do Estado de Goiás (Alego) o projeto de lei complementar nº 12857/26, de autoria da Governadoria, que propõe alterações na Lei Complementar nº 161, de 30 de dezembro de 2020, responsável por disciplinar o Regime Próprio de Previdência Social do Estado de Goiás (RPPS/GO).

A proposta tem como principal objetivo estender aos servidores da Superintendência de Polícia Técnico-Científica (SPTC) que ingressaram no cargo efetivo até 6 de julho de 2017 o direito à integralidade e à paridade dos proventos de aposentadoria, benefício já assegurado a outras carreiras policiais estaduais.

Segundo a justificativa encaminhada pelo Poder Executivo, a medida busca corrigir uma distorção isonômica existente entre carreiras que desempenham atividades classificadas como de risco e que possuem atribuições vinculadas à segurança pública e à polícia judiciária.

O texto também promove adequações na legislação para substituir a antiga denominação de “agente penitenciário” por “policial penal”, em conformidade com alterações constitucionais e legais recentes. Além disso, assegura aos policiais penais o direito à aposentadoria com integralidade e paridade, ampliando o tratamento previdenciário atualmente previsto para outras categorias da segurança pública estadual.

Na mensagem encaminhada à Alego, o governador Daniel Vilela (MDB) argumenta que as mudanças buscam garantir tratamento previdenciário equitativo entre os profissionais que exercem funções essenciais à segurança pública, além de contribuir para a valorização e a permanência desses servidores no serviço público.

O Executivo informa ainda que a proposta recebeu manifestações favoráveis da Goiás Previdência (Goiasprev), da Secretaria de Estado da Economia e da Procuradoria-Geral do Estado (PGE), que apontaram a constitucionalidade e a legalidade das alterações pretendidas.

Estudos atuariais anexados ao processo indicam que a extensão dos benefícios alcança servidores da Polícia Técnico-Científica e da Polícia Penal que ingressaram no serviço público entre janeiro de 2004 e julho de 2017. De acordo com a Goiasprev, o impacto financeiro estimado das duas medidas somadas é de aproximadamente R$ 23 milhões entre 2026 e 2028 e de cerca de R$ 54,3 milhões até 2031.

Após a leitura em Plenário, a proposição foi encaminhada à Comissão Mista, onde se encontra sob análise. Atualmente, a matéria está com pedido de vista dos deputados Antônio Gomide (PT), Delegado Eduardo Prado (PL), Major Araújo (PL) e Mauro Rubem (PT).

Concluída a apreciação pelo colegiado e emitido o parecer técnico, o projeto retornará ao Plenário para ser submetido a duas fases de votação. Caso seja aprovado pelos parlamentares, seguirá para sanção ou veto do governador.



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