Bem-vindos à Terra da Sorte!

“Do Senhor é a terra e tudo o que nela existe, o mundo e as pessoas que nele vivem… Quem poderá comparecer diante do Senhor?… Aquele que tem as mãos limpas e o coração puro…” (Sl 24:1-4)
Li recentemente um conto que narra como o mal se instalou no mundo dos homens. O mago, personagem indesejado, era o responsável pelo mal e pelas constantes tentativas de semeá-lo entre as pessoas.
Uma de suas estratégias consistia em plantar a semente maligna no coração das crianças. Dizia a si mesmo: “Serão meus súditos em um futuro breve”.
Entretanto, algo surpreendente acontecia: nunca alcançava êxito. Não encontrava terreno fértil para a instalação e o crescimento de sua semente no coração infantil. Diante desse fracasso, dizia o tenebroso semeador: “Preciso de um coração sem pureza, injusto e sem senso de verdade”.
Crianças são puras e verdadeiras. E esses valores caminham sempre juntos.
A frustração do mago me lembra uma reflexão de Bernardo de Claraval. Para ele, todos somos belos, porque derivamos de Deus. Contudo, diferentemente das crianças, muitas vezes estamos cobertos pela poeira das vivências traumáticas, das decepções e dos ressentimentos acumulados ao longo da vida.
O salmo acima é um desafio à existência, mas também um guia de esperança.
Como no conto, o salmo revela que a terra onde habita o Senhor é também morada das pessoas justas, apaixonadas pela igualdade, incapazes de alegrar-se diante de tudo o que se pareça discriminatório ou abusivo.
Como no conto, ali habitam pessoas de coração puro, desprovido de ganância, não enraizado na avareza nem na competitividade.
Tal qual ocorre na terra onde se acredita na sorte, na terra fundada pelo Senhor e por Ele habitada, todos se parecem com crianças. Sorriem, espantam o medo, conservam certa ingenuidade e alimentam-se de esperança.
Bem-vindo à Terra da Sorte!



Source link

- Advertisement -spot_img

More From UrbanEdge

- Advertisement -spot_img