Durante a discussão do projeto nº 10692/26, da Governadoria, que cria vagas de coronel no Corpo de Bombeiros Militar do Estado de Goiás (CBM-GO), o deputado Major Araújo (PL) foi à tribuna para declarar o seu voto contrário. O discurso ocorreu na sessão desta quinta-feira, 11.
“Ao se criar a vaga de coronel, deve-se criar a estrutura devida para que ele possa exercer a função. Estamos criando um grande comando que será ocupado por um coronel apenas. Não tem estrutura, não haverá subcomandante, não haverá oficiais subalternos auxiliares. Ninguém comanda sozinho”, analisou.
Araújo ressaltou que apresentou uma emenda à matéria para prever, segundo ele, um aumento proporcional das demais vagas. Entretanto, a sugestão foi rejeitada pela Comissão de Constituição, Justiça e Redação (CCJ).
“A estrutura do CBMGO é piramidal, se cria uma função lá em cima, precisa criar também, proporcionalmente, para baixo”, explicou, ao lamentar que a sua emenda não tenha sido aprovada.
O legislador afirmou que, quando fazia parte da base governista, exigiu-se que os projetos de lei que ele apresentou com medidas análogas passassem por estudos de impacto financeiro. Nesse sentido, questionou porque o texto do Executivo goiano não está acompanhado por esse tipo de informação.
“Concordo que precisa expandir o CBMGO, mas a expansão precisa ser completa”, lamentou. Araújo concluiu: “Instituições deveriam se pautar pela técnica, não por anseios políticos. E esse projeto não observa a técnica”.



