Trump não deve ir à estreia dos EUA na Copa, e governo envia secretários para representar Casa Branca


O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump não tem planos, neste momento, de comparecer à estreia da seleção americana na Copa do Mundo de 2026. A equipe enfrenta o Paraguai nesta sexta-feira, no SoFi Stadium, em partida válida pela primeira rodada do torneio.

Segundo o jornal americano the Athletic, pessoas envolvidas na organização da competição e familiarizadas com a agenda presidencial, a presença de Trump no estádio não está prevista atualmente, embora seus compromissos possam sofrer alterações de última hora.

A ausência chama atenção por quebrar uma tradição observada em edições recentes da Copa do Mundo. Em 2022, o emir do Catar participou da estreia da seleção anfitriã. O mesmo ocorreu com Vladimir Putin durante a Copa da Rússia e com Dilma Rousseff no Mundial realizado em território brasileiro.

Apesar da ausência do presidente, o governo americano estará representado na partida. O Departamento de Estado informou que o secretário de Estado, Marco Rubio, acompanhará o jogo ao lado do secretário de Transportes, Sean Duffy, e do secretário de Segurança Interna, Markwayne Mullin.

Segundo comunicado divulgado pelo governo, Rubio também aproveitará a ocasião para se reunir com o presidente do Paraguai, Santiago Peña. A agenda prevê discussões sobre cooperação em segurança regional, comércio, investimentos e tecnologias emergentes.

A nota oficial destacou ainda a importância da Copa para a imagem internacional dos Estados Unidos.

“A Copa do Mundo da FIFA representa um momento histórico para o governo Trump, demonstrando a liderança e a hospitalidade americanas diante de uma audiência global, enquanto o país celebra seu 250º aniversário”, afirmou o Departamento de Estado.

Nos últimos meses, Trump ampliou sua presença em grandes eventos esportivos. Desde o retorno à Casa Branca, o presidente compareceu ao Super Bowl, a eventos do Ultimate Fighting Championship, à Daytona 500, ao campeonato universitário de luta livre da NCAA e à final da Copa do Mundo de Clubes da Fifa.

Trump também mantém uma relação próxima com o presidente da FIFA, Gianni Infantino, com quem participou de eventos ligados à organização do Mundial desde o processo de preparação do torneio.

Enquanto isso, a seleção dos Estados Unidos inicia sua caminhada em casa carregando grandes expectativas. Sob o comando de Mauricio Pochettino, os americanos tentam aproveitar o fator local para buscar sua melhor campanha em uma Copa do Mundo desde 2002, quando alcançaram as quartas de final.



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