Tadeu Schmidt fala de volta ao trabalho na 'Central da Copa' em meio a perdas na família: 'Vivi o luto'

Prestes a completar 30 anos de carreira, sendo 25 destes no jornalismo, Tadeu Schmidt volta a um programa esportivo, a “Central da Copa” (ao lado de Fábio Porchat e Tamires Dias), como “um filho que visita a casa dos pais”, ele diz.
— Um filho bem criado, bem resolvido (risos). É sempre uma visita boa, revendo pessoas com quem trabalhei, mas já sei que minha casa não é mais aqui. Eu me realizei totalmente no jornalismo, fui plenamente feliz. E é muito legal falar de esporte, sobretudo na Copa do Mundo — diz o apresentador, que fez a transição de carreira em 2021, quando deixou o “Fantástico” para apresentar o “BBB” no ano seguinte.
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Tadeu Schmidt, Petit Gatô, Fábio Porchat e Tamires Dias são os apresentadores da “Central da Copa”
Fábio Rocha/TV Globo/Divulgação
Os 40 dias ligados na Copa serão bem mais leves que os 100 dias confinados com a casa mais vigiada do país.
— É que no reality show o esforço mental é constante, você não para de pensar em um momento, é muita coisa acontecendo o tempo inteiro. É discurso, é prova, é dinâmica, isso te suga. Não é como em um jogo em que você está torcendo, ou aqui nesse caso tem o tempo de parar e pensar em uma pauta — analisa, mas logo entregando uma confissão: — Hoje, gosto muito mais uma prova do líder, do que em um jogo de futebol. É que com o Brasil, sou só torcedor, é alegria. No “BBB”, sou o juiz, o narrador, o treinador, o STJD, e me envolvo muito mais com os participantes.
Tadeu perdeu a mãe e o irmão
Voltar ao trabalho também é o que tem feito bem a ele, que lidou com perdas recentes. Irmão de Tadeu, Oscar Schmidt morreu na reta final do reality show, em abril. Já a mãe do apresentador, Janira, faleceu aos 92 anos, há duas semanas.
Tadeu Schmidt lamenta morte da mãe, aos 92 anos
Reprodução/Instagram
— Eu vivi o período do luto. Quando acabou o “BBB” não quis pensar em nada. Perder o irmão e a mãe são dias em que você não quer viver. Mas a gente tem que passar por momentos tristes da vida. São inevitáveis. A gente segue em frente com a saudade gostosa dos que amamos. E sabe que quando vejo uma competição como a Copa, é impossível não lembrar do Oscar. Não sou místico, mas adoro umas coincidências: em 1994, quando o Brasil estava no mesmo jejum de 24 anos sem títulos, morreu o Ayrton Senna, e fomos campeões da Copa. Seria algo lindo se isso acontecesse agora depois de termos perdido outro ícone do esporte.
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