Árbitro da Copa impedido de entrar nos EUA passou 11 horas detido e foi barrado por suspeita de ligação com terrorismo, diz governo Trump


O episódio envolvendo somali Omar Artan, de 34 anos, árbitro credenciado para a Copa do Mundo de 2026, provocou repercussão internacional após o governo dos Estados Unidos impedir sua entrada no país sob alegações de segurança nacional.

Ele foi barrado ao desembarcar em Miami no último sábado, quando viajava para se juntar ao grupo de oficiais de arbitragem selecionados para atuar no Mundial. Segundo relatos divulgados pela imprensa internacional, ele permaneceu detido por cerca de 11 horas em uma área do aeroporto antes de ser colocado em um voo de retorno para Istambul, na Turquia.

Inicialmente, o caso gerou críticas de entidades esportivas e de parte da opinião pública após Artan afirmar que teve destruído o que classificou como seu “maior sonho” profissional. O árbitro fazia parte do grupo de 53 oficiais convocados para trabalhar na competição organizada pela Fifa.

Posteriormente, porém, autoridades americanas apresentaram uma justificativa formal para a medida. Em nota divulgada pelo governo de Donald Trump e reproduzida pela emissora Fox News, os órgãos de imigração afirmaram ter identificado “informações desabonadoras” relacionadas ao árbitro durante o processo de inspeção migratória.

De acordo com o comunicado, Artan teria sido considerado inelegível para ingressar nos Estados Unidos em razão de supostas associações com indivíduos suspeitos de integrar organizações terroristas. As autoridades não detalharam quais seriam essas ligações nem apresentaram evidências públicas que sustentassem a acusação.

“Após uma inspeção mais detalhada realizada pela CBP, foram descobertas informações desabonadoras, incluindo associação com supostos membros de organizações terroristas, que tornaram o viajante inelegível para admissão nos Estados Unidos de acordo com a Lei de Imigração e Nacionalidade”, informou o governo americano.

A nota acrescenta que o árbitro recebeu a documentação correspondente ao processo de remoção acelerada previsto na legislação migratória dos EUA e teve sua entrada oficialmente negada.

O caso ocorre em meio ao endurecimento das políticas migratórias promovidas por Trump desde o início de seu segundo mandato, em janeiro de 2025. O presidente republicano ampliou mecanismos de controle nas fronteiras e reforçou critérios de admissibilidade para viajantes estrangeiros, especialmente em situações relacionadas a potenciais ameaças à segurança nacional.

Até o momento, a Fifa não se pronunciou oficialmente sobre o episódio nem informou se outro árbitro será convocado para substituir Artan no quadro de oficiais da Copa do Mundo.



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