'Cabelo vivido': trend do cabelo bagunçado invade o mundo da moda

Uma nova moda, que pode ser confundida com desorganização, vem ganhando espaço no mundo da moda: é o “lived-in hair”, traduzido como “cabelo vivido”, uma união entre madeixas “bagunçadas” e fusão de cores que criam um cabelo com aspecto natural, cheio de movimento e de baixa manutenção.
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A empresa de cosméticos Schwarzkopf, que tem uma linha especial dedicada à trend, afirma que o “lived-in hair” é “ uma técnica discreta e de baixa manutenção que imita os altos e baixos naturais do cabelo, proporcionando um crescimento suave e profundidade dimensional”
Ela é focada em uso de métodos como o esfumado de raiz, balayage — a aplicação de descolorante à mão livre, num movimento de “varrição” do couro cabeludo — e degradê, garantindo um crescimento natural sem linhas marcadas.
Além da coloração, o estilo do cabelo importa: sem mais cortes perfeitos, o “bagunçado” toma conta, mas de forma a respeitar o cabelo e sua “vida” própria, mesmo que isso signifique viver com a presença de frizz, por exemplo.
O coração do estilo, na verdade, se baseia nas “ondas imperfeitas” (“Undone Waves”): não são cachos definidos e uniformes feitos com babyliss de maneira meticulosa, nem” ondas de praia” muito marcadas, mas irregulares, quebradas e, para manter a naturalidade, achatadas na raiz e com volume no comprimento.
Por muitas vezes, o cabelo vivido também conta com uma finalização especial. São três as principais técnicas: o uso de spray de Sal Marinho que, aplicado da raiz às pontas, ele dá garra, tira o aspecto liso e sedoso e cria a textura “day after” (cabelo do dia seguinte).
O shampoo a seco também é outra opção para dar volume na raiz, textura e aquele aspecto “vivido” e levemente mate. Por fim, outra opção é o modelador líquido que, aplicado apenas nas pontas para separá-las e dar uma definição “desconectada”, faz parecer que os fios se agruparam naturalmente.
Trend ganhou espaço na semana da moda de Milão
O “lived-in hair” ficou ainda mais famoso após aparecer em diversos desfiles da Prada, por exemplo, e de outras marcas como Dior, Bottega Veneta, Etro e Hèrmes. À revista Vogue Brasil, o hairstylist Marcos Proença deu sua opinião: “Após anos de um visual ultrapolido, estamos acolhendo o que é mais real”, diz: “Esse cableo fala sobre aceitar a textura, o frizz, o natural.
Proença explica que não é sobre deixar “bagunçado”, mas entender e valorizar a natureza do próprio fio: “Existe uma graça muito grande no que é imperfeito, porque é ali que mora a individualidade”, afirma.



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