Acusada de aplicar um golpe de R$ 10 milhões em obras de arte e dinheiro, Michele Coelho Montenegro é uma mulher discreta. Pessoas de seu círculo de relacionamentos não sabem ao certo qual é a sua profissão. Alguns dizem que é advogada, mestra e até defensora pública. Na Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), ela possui um registro de estagiária já cancelado. Outros garantem que ela é bióloga ou médica, como era o pai, o vice-almirante Marco Antonio Montenegro, que morreu de Covid-19, aos 81 anos, em 2021. O perfil pessoal de Michele nas redes é restrito, mas seguido por diversas autoridades, e, no Whatsapp, ela se apresenta como “representante do governo”. No Instagram, possui um perfil recém-aberto em que escreve frases. Há menos de um mês publicou que os “requisitos para o crime e para o amor são os mesmos: estar disposto a perder tudo”.



