Marquinhos comenta apoio a Gabriel Magalhães após pênalti perdido na final da Champions e repercussão: ‘Meu maior título’


Capitão da seleção, o zagueiro Marquinhos foi um dos últimos a se juntar ao grupo nos Estados Unidos. Campeão da Champions com o PSG, ele se apresentou já em Nova Jersey ao lado dos também finalistas (pelo Arsenal) Gabriel Magalhães e Gabriel Martinelli. Antes mesmo de se apresentar, os dois defensores protagonizaram uma cena que roubou as atenções no fim de semana: a cena em que um consola o outro após o resultado da partida.

Magalhães desperdiçou sua cobrança na disputa de pênaltis. Marquinhos correu para abraçá-lo ao invés de festejar a conquista da taça. Segundo ele, a primeira lembrança que lhe veio à mente foi o pênalti perdido para a Croácia, na eliminação do Brasil na Copa de 2022.

– Ali estava pronto já para comemorar, mas quando começo os primeiros passos correndo eu tenho essa imagem do Gabi de frente para mim. É a mesma imagem que tenho quando errei também na Copa de 2022. E nesse momento me reverti a pensar um pouco no meu companheiro, a ter um pouco de empatia como ele naquele momento – explicou Marquinhos, que contou o eu disse ao companheiro.

– Falei para ele ficar firme, para levantar a cabeça porque ele tinha feito uma temporada e um jogo incríveis. Falei que na minha opinião ele foi o melhor zagueiro do mundo nessa temporada. Ele não merecia simplesmente levar esse peso porque pênalti a gente quer acertar. Disse que nada daquele momento apagaria aquela temporada maravilhosa que ele fez e que a gente iria precisar muito dele. Foram essas as minhas palavras para que ele pudesse cicatrizar esse momento o mais rapidamente possível porque a gente precisaria dele muito rapidamente aqui.

O gesto foi agradecido no dia seguinte por uma mensagem de texto. Mas a repercussão foi muito maior. Marquinhos e Magalhães viraram assunto em sites de todo o mundo e entre torcedores.

– Um dia depois recebi uma mensagem dele agradecendo por aquele momento, pelo apoio, pelo abraço, pelas palavras que tive com ele. Falei a ele que tinha sido minha maior vitória naquela noite, que foi legal a repercussão que teve. Veio minha mãe orgulhosa do que eu tinha feito, minha esposa, família, irmãos. Foi o melhor título que tive na noite. A gente jogador tem que passar para a seguinte já muito rápido, não tem tempo de seguir naquela coisa que a gente já passou. Não posso ficar festejando para sempre, já temos aqui outras coisas, e quanto a ele também.

Segundo Marquinhos, o abatimento de Magalhães não seguiu na chegada à seleção. Já no novo ambiente e com uma Copa do Mundo pela frente, o zagueiro do Arsenal vem convivendo normalmente com o grupo.

– A gente vê nos treinos que ele foi super bem, como o Martinelli também, que nada de ruim aconteceu. Somos o mesmo time. O objetivo é ser campeão com a camisa da seleção. E o que passou, passou. São cicatrizes para levar para o objetivo que temos à frente que é a seleção.



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