Um estudo japonês descobriu que cozinhar em casa pode reduzir o risco de declínio cognitivo no mínimo em 30%, podendo chegar a 70% para iniciantes que estão aprendendo pela primeira vez.
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A pesquisa observou 10 mil pessoas com ao menos 65 anos de idade ao longo de seis anos e conclui que: “Criar um ambiente onde as pessoas possam cozinhar suas próprias refeições quando forem idosas pode ser importante para a prevenção da demência”.
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Iniciantes têm maior benefício
Para quem sempre evitou cozinhar, começar nunca é tarde: o estudo publicado no Journal of Epidemiology & Community Health mostrou que, para quem está se iniciando na arte da cozinha, preparar uma refeição do zero pelo menos uma vez por semana foi associado a uma redução de 67% no risco de declínio cognitivo.
Agora, para aqueles que têm familiaridade com panelas e espátulas, cozinhar refeições do zero uma vez por semana foi associado a um risco 23% menor de demência em homens e 27% menor em mulheres.
Em entrevista ao Telegraph, a professora Catherine Loveday explica: “Cozinhar é uma atividade cognitivamente estimulante. É um dos testes básicos e práticos da função executiva, atividade controlada pelos lobos frontais”.
“É a capacidade que nos permite planejar, usar estratégias, resolver problemas, organizar e gerenciar o tempo”, diz ela.
Segundo Loveday, cozinhar exercita, também, diferentes partes do cérebro, como o cortex prefrontal — associado ao processo de decisão — e o córtex parietal, que processa as informações dos nossos sentidos.
A pática também treina: “Os gânglios da base, responsáveis pelo controle motor, e o tálamo que regula a consciência, o sono e o estado de alerta”.
Yukako Tani, responsável pela pesquisa, conclui: “Criar um ambiente onde as pessoas possam cozinhar suas próprias refeições quando forem idosas pode ser importante para a prevenção da demência”.
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