Gestor diz que cliente é mais exigente e não tolera amadorismo no mercado de imóveis


O presidente do Conselho Regional de Corretores de Imóveis da 5ª região (Creci-Goiás), Eduardo Coelho Seixo de Britto, abriu o discurso destacando os avanços alcançados após a regulamentação da categoria. Segundo ele, a ausência de legislação imobiliária foi um grande desafio nas décadas de 1960 e 1970.

“A Lei 6.530, promulgada em 1978, preencheu essa lacuna ao estabelecer e regulamentar a profissão de corretor de imóveis. Desde então, o cenário global e a sociedade passaram por profundas transformações”, afirmou.

Britto traçou o perfil do segmento na atualidade. “O cliente contemporâneo é mais exigente e não tolera amadorismo. Corretores que não se prepararem para essa demanda estarão sujeitos à exclusão do mercado, que opera sob princípios de seleção natural”, alertou.

Ele destacou que a gestão do Creci prioriza o acompanhamento dessas mudanças. “A estratégia central é a educação contínua para aprimorar conhecimento e habilidades. É preciso modernizar as práticas, substituir medidas punitivas e atualizar a formação das escolas especializadas. O objetivo é impulsionar o desempenho dos corretores, e a capacitação é o principal meio”, explicou.

Referência nacional

O dirigente informou que o órgão já realizou mais de 400 cursos, palestras e seminários, o que tornou o Creci-GO referência nacional. “Um mercado organizado, com corretores qualificados, minimiza problemas e promove imagem positiva da profissão. A sociedade passa a valorizar mais os serviços.”

A meta, segundo Britto, é alcançar patamar semelhante ao dos Estados Unidos, onde 85% a 90% das transações são intermediadas por corretores. Ele lembrou que, lá, o profissional atua em benefício de comprador e vendedor, com relação de confiança que torna sua atuação indispensável. “Cultura profissional e valorização são fatores preponderantes, além da regulamentação.”

Ao final, o conselheiro valorizou a participação feminina no segmento imobiliário. “A presença das mulheres na gestão passou de 24% para cerca de 40%. A atuação feminina, com percepção de detalhes e sensibilidade, garante atendimento diferenciado aos clientes”, concluiu.



Source link

- Advertisement -spot_img

More From UrbanEdge

- Advertisement -spot_img