Conhecida a lista dos 26 convocados do Brasil para a Copa do Mundo, a expectativa agora se volta para a estreia no torneio, contra Marrocos, dia 13, em Nova Jersey (EUA). E é inevitável que o torcedor já esteja se perguntando qual será o time titular. Principalmente após a confirmação de Neymar no elenco. Será que, assim como ocorreu nas últimas três edições do Mundial, a equipe é ele e mais dez?
Na entrevista coletiva após o anúncio da lista, Ancelotti já adiantou que vê Neymar como um atacante centralizado. Embora não tenha entrado em detalhes, deu a entender que se trata daquele que atua por trás do centroavante. Porém, ressaltou: só será titular se merecer.
– Quero ser claro, honesto e limpo: ele vai jogar se merecer jogar. O treino vai decidir isso. Acho importante não fixar toda a expectativa em cima de um só jogador – disse o técnico.
Ancelotti também admitiu já ter, hoje, um time na cabeça. Com base nos jogos da seleção sob seu comando até aqui e no fato de que ele ainda não trabalhou com Neymar, não é nenhum absurdo imaginar que a equipe na cabeça do italiano hoje não conta com o camisa 10.
Estando bem fisicamente, Alisson é o dono da vaga debaixo da trave. Na zaga, Marquinhos e Gabriel Magalhães, que se enfrentarão na final da Liga dos Campeões da Europa, são a dupla do setor.
Na lateral direita, Wesley está na frente em relação a Danilo. Mas Ancelotti já mostrou que, a depender do adversário, prefere improvisar um zagueiro por ali, o que abre possibilidade para Ibañez. Na esquerda, Alex Sandro é o titular.
O meio é outro setor sem margem para dúvidas, com Casemiro e Bruno Guimarães absolutos. Já na frente, Raphinha, Vini Jr, Matheus Cunha e Luiz Henrique são os favoritos para formar o quarteto de ataque.
E aí entra a pergunta: mas e Neymar? Esta questão começou a ser colocada logo após o anúncio dos convocados e seguirá sendo posta pelos próximos dias até a Copa. A verdade é que, assim que teve o nome citado, o camisa 10 virou uma sombra no setor. A dúvida que fica é sobre quem.
Pela declaração dada na coletiva, Ancelotti vê Neymar na mesma função que Matheus Cunha. Mas não necessariamente ele representa uma ameaça para o jogador do Manchester United, que também pode ser escalado como o atacante mais agudo do time (embora não seja onde ele se sinta mais à vontade).
Como Raphinha pode atuar pela direita, um rearranjo para encaixar Neymar no time titular pode envolver a saída de Luiz Henrique. Neste caso, Cunha jogaria mais à frente e abriria espaço para a entrada de Neymar.
A seleção ainda fará dois amistosos antes da estreia: contra o Panamá, no Maracanã, no dia 31; e contra o Egito, em Cleveland (EUA), no dia 6. A sequência de treinos e estes compromissos deixarão esta definição mais clara.



