A caixa de isopor chega para o vendedor recheada de pedras de gelo. Dentro dela, estão ampolas de tirzepatida e canetas emagrecedoras, medicamentos inicialmente voltados ao tratamento de diabetes tipo 2 e obesidade, que atravessaram mais de 1,5 mil quilômetros entre o Paraguai e o Rio sem receita, fiscalização sanitária ou controle de origem. Vendidos em grupos de mensagens por menos da metade do preço de mercado, entregues por atravessadores e anunciados em promoções de Dia das Mães, os medicamentos proibidos abastecem um mercado clandestino que já ultrapassou até a porta dos presídios do Rio e, hoje, mistura contrabando internacional, roubos a farmácias, risco à saúde pública e uma corrida obsessiva pelo emagrecimento rápido.



