Israel amplia ofensiva no Líbano em meio a possibilidade de acordo entre Estados Unidos e Irã

A guerra no Oriente Médio teve mais um dia marcado pela combinação de ofensivas militares, ameaças mútuas e tentativas de negociação. O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou que um acordo com Teerã para encerrar o conflito é “muito possível” após novas conversas entre os dois países. Ao mesmo tempo, Israel ampliou a ofensiva no Líbano e afirma ter matado um comandante da força de elite Al Radwan em um bombardeio na periferia de Beirute. Em meio ao agravamento da tensão regional, o primeiro-ministro Benjamin Netanyahu declarou que o país está “preparado para todos os cenários”, enquanto autoridades iranianas acusaram Washington de tentar forçar a “rendição” de Teerã por meio de bloqueios e pressão econômica.
Estes são os últimos acontecimentos da guerra no Oriente Médio organizados pelo EXTRA:
Trump vê como “muito possível” um acordo com o Irã após últimas negociações
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, disse na última quarta-feira que um acordo com o Irã para pôr fim à guerra no Oriente Médio é “muito possível” após “conversas muito boas” nas últimas 24 horas.
Israel matou alto comandante do Hezbollah em Beirute, diz fonte próxima ao grupo
Um alto comandante da unidade de elite do Hezbollah morreu em um bombardeio israelense nesta quarta-feira na periferia sul de Beirute, informou à AFP uma fonte próxima ao movimento xiita.
“Mallek Ballout, comandante das operações da força Al Radwan”, foi morto, precisou a fonte. O primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, havia afirmado pouco antes que suas forças tinham atacado “o comandante da força Al Radwan”.
Os ataques israelenses no leste e sul do Líbano deixaram 11 mortos, segundo o Ministério da Saúde libanês. O Exército israelense informou que quatro soldados ficaram feridos na quarta-feira, um deles em estado grave, no sul do Líbano, segundo um comunicado militar publicado nesta quinta-feira.
Irã nega ataque a navio sul-coreano
O Irã negou nesta quinta-feira o envolvimento de suas Forças Armadas em uma explosão a bordo de um navio sul-coreano nesta semana no Estreito de Ormuz.
A embaixada iraniana em Seul afirmou em um comunicado que Teerã “rejeita firmemente e nega categoricamente qualquer acusação” sobre a participação das forças da República Islâmica do Irã “no incidente que provocou danos a um navio coreano no Estreito de Ormuz”.
Um navio deixou o Golfo por Ormuz, segundo a Kpler
O porta-contêineres Saigon, pertencente à companhia marítima francesa CMA CGM, conseguiu deixar o Golfo pelo estreito de Ormuz na última quarta-feira, disse uma fonte marítima à AFP.
O navio, que havia sido localizado por satélite pela última vez “em 5 de maio às 12h30 GMT (09h30 em Brasília) no Golfo”, foi “localizado” novamente em 6 de maio às 13h30 GMT (10h30 em Brasília) “em frente à costa de Mascate, Omã”, ou seja, fora do Golfo, nas telas do Marine Traffic da empresa de análise Kpler, informou a companhia.
Israel está “preparado para todos os cenários” diante do Irã, afirma Netanyahu
O primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, afirmou que seu país está “preparado para todos os cenários” diante do Irã, depois que o presidente americano, Donald Trump, disse que há possibilidades de alcançar um acordo de paz.
— Estamos (…) preparados para todos os cenários, e essas são as instruções que dei ao Exército e aos nossos serviços de segurança — afirmou Netanyahu.
EUA busca forçar “rendição” de Teerã, afirma negociador iraniano
O principal negociador do Irã, Mohammad Bagher Ghalibaf, considerou que Washington busca a rendição de Teerã por diversos meios, incluindo um bloqueio naval.
— O inimigo, em seu novo plano, busca, mediante um bloqueio naval, pressão econômica e manipulação midiática, destruir a coesão do país para nos obrigar a nos render — declarou Ghalibaf, presidente do Parlamento do Irã, em uma mensagem de voz publicada em seu canal oficial no Telegram.
Irã diz que estuda proposta dos EUA para pôr fim à guerra
A proposta americana para pôr fim à guerra está “em estudo”, disse nesta quarta-feira o porta-voz do Ministério das Relações Exteriores do Irã, citado pela imprensa local.
“O plano e a proposta dos Estados Unidos seguem em estudo”, afirmou Esmail Baghaei à agência de notícias Isna. Ele acrescentou que Teerã transmitirá seus pontos de vista ao Paquistão, mediador da crise, assim que definir “sua posição”.



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