O Paris Saint-Germain está na final da Liga dos Campeões da Europa pelo segundo ano seguido. Desta vez sem a chuva de gols do primeiro confronto, os franceses conseguiram um empate em 1 a 1 (gols de Dembelé e de Harry Kane) com o Bayern de Munique, fora de casa. Com isso, bateram os alemães por 6 a 5 no placar agregado e carimbaram sua vaga para decidir o título contra o Arsenal, no dia 30, em Budapeste, na Hungria.
Uma classificação que consagra o momento do PSG. O clube treinado por Luis Enrique vai à final pelo segundo ano seguido, podendo ser o primeiro bicampeão consecutivo desde o feito do Real Madrid, tri nas edições 2015/16, 2016/17 e 2017/18.
A passagem de Luis Enrique definitivamente mudou o clube parisiense de patamar na Europa. É a terceira temporada seguida que o PSG chega entre os quatro primeiros da Champions. Na primeira, o time caiu nas semifinais para o Borussia Dortmund.
De certa forma, o jogo desta quinta foi um triunfo da maturidade do treinador catalão no confronto com o jovem técnico belga. Mesmo tendo sido derrotado no primeiro jogo, o Bayern de Kompany chegou ao jogo em Munique ainda com um certo favoritismo por causa da temporada quase perfeita até aqui. Mas parou na armadilha tática do rival.
Se marcou cinco gols na semana passada, desta vez a maior força do PSG esteve na solidez defensiva. Jogando de forma bastante compactada e marcando num bloco mais baixo do que no duelo em Paris, o time francês atrapalhou a saída de bola do Bayern e praticamente não deu espaços dentro de sua área. Contou também, claro, com a pouca inspiração dos atacantes alemães.
A eficiência defensiva, contudo, não significou retranca. O PSG apostou em atacar nos erros do Bayern e levou muito mais perigo do que os donos da casa. Abriu o placar logo aos 2, com Dembelé, e só não fez mais porque Neuer estava numa noite inspirada. Melhor em campo (sintoma de como a estratégia de Luis Enrique funcionou), o goleiro alemão fez seis grandes defesas na partida e evitou a derrota. Apesar do gol de Harry Kane, já nos acréscimos, o Bayern nunca esteve perto da classificação.



