O Observatório de Favelas faz aniversário: há 25 anos, a instituição atua para transformar a maneira como as favelas são representadas e consideradas nas políticas públicas, na produção de conhecimento e no debate sobre a cidade. E, embora o trabalho seja árduo, um quarto de século merece ser muito bem comemorado!
Fundada em 2001, no Conjunto de Favelas da Maré, o Observatório se tornou referência nacional e internacional em pesquisa, formação, comunicação, produção cultural e incidência política, promovendo iniciativas que ampliam direitos, enfrentam desigualdades e buscam fortalecer a democracia a partir do prisma de favelas e periferias. Não é pouca coisa.
E, para celebrar tantos feitos, o sábado (22) inteiro será de festa, no Galpão Bela Maré. A inspiração do evento parte de uma imagem comum: aquele famoso vergalhão que fica exposto nas construções de comunidades. Para o Observatório, o objeto não é sinal de obra inacabada. Pelo contrário: simboliza a possibilidade de criar e ir além. Tudo a ver com o momento do Observatório, que quer reconhecer o legado construído ao longo do tempo e reafirmar o compromisso com o futuro que segue crescendo dos territórios populares.
— Quando eu penso nos próximos 25 anos, espero que moradores de favelas e periferias estejam cada vez mais produzindo suas próprias narrativas, contando suas próprias histórias e apresentando outras perspectivas. Que tenhamos cada vez mais pessoas negras, LGBTs, faveladas, periféricas, indígenas e pessoas com deficiência narrando a própria realidade e rompendo, todos os dias, com a narrativa única e com os estereótipos construídos sobre esses territórios — diz Priscila Rodrigues, que junto a Isabela Souza, Elionalva Sousa, e Raquel Willadino compõe a direção da instituição, exclusivamente feminina.
Confira a programação
10h – CineBela apresenta a animação Como Mágica, de Nathan Greno, seguida de bate-papo com Pietra Mesquita e Ysake Rosa
11h às 13h – Oficina “A tecnologia da imaginação”, com Thiago Britto.
14h00 – “Abrindo os trabalhos” Saudação da Diretoria (Elionalva Sousa, Isabela Souza, Priscila Rodrigues e Raquel Willadino)
14h00 – Abertura da exposição “Tudo começa pelo território”.
14h às 15h30 – Roda de conversa: Mutirão: a força do fazer junto
15h30 – Roda de conversa: Bem-viver, território e democracia
17h – Roda de conversa: Inventar futuros: cultura, memória e produção de narrativas
18h30 – começo-meio-começo – Saudação dos fundadores (Jailson Sousa e Jorge Barbosa)
19h – Celebração musical | Roda de samba com Grupo Arruda | Set da DJ Bieta
Exposição
Tudo começa pelo território
Período: 22 de agosto a 26 de setembro de 2026
Visitação: Terça a sábado, das 10h às 18h
Local: Galpão Bela Maré
Entrada gratuita
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